Dissertação de Mestrado    

COLETA DE DADOS    


A generosidade do
saber 
deve ser a missão
de todo pesquisador.

:: Introdução

:: Objetivo

:: Justifica

:: Referencial teórico

:: Metodologia pesquisa

:: Amostra da pesquisa

:: Coleta de dados

:: Análise de dados

:: Conclusão

:: Bibliografia

:: Retorna


 

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3.3 Técnicas para coleta de dados

Para a coleta dos dados pretendidos nessa pesquisa, o trabalho será dividido em duas etapas compreendendo formas de abordagens distintas, porém complementares.

3.3.1 – Etapa I – Abordagem qualitativa

Na etapa I será realizado um estudo exploratório de natureza qualitativa, compreendendo entrevistas de profundidade com especialistas e a realização de grupos de foco, buscando assim descobrir o que está faltando em relação ao problema de pesquisa.

Entrevista de profundidade é “uma entrevista não estruturada, direta, pessoal, em que um único respondente é testado por um entrevistador altamente treinado, para descobrir motivações, crenças, atitudes e sensações subjacentes sobre um tópico” (Malhotra, 2001, p. 163).

A principal utilidade das entrevistas de profundidade é a pesquisa exploratória, que proporciona análise pessoal e entendimento. Segundo Malhotra (2001, p. 165) essas entrevistas podem ser de grande validade quando os problemas de pesquisa exigem, discussão de tópicos confidenciais, compreensão detalhada de um comportamento complicado, entrevistas com profissionais, entrevistas com concorrentes.

O grupo de foco é uma entrevista em grupo (em média constituído de seis a oito pessoas) com duração média de tempo entre uma e duas horas, mediada pelo entrevistador que busca estimular os participantes a reagir àquilo que outras pessoas no grupo dizem. “No grupo focal, o entrevistador, muitas vezes chamado de moderador, é o catalisador da interação social (comunicação) entre os participantes” (GASKELL, 2002, p. 12).

O grupo fornece critérios sobre o consenso emergente e a forma como os participantes do grupo lidam com as divergências.  A partilha e o contraste de experiências constrói um quadro de interesses e preocupações comuns que são raramente articuladas por um único indivíduo. (GASKELL, 2002).

Entretanto, existem desvantagens na técnica dos grupos focais. Primeiro, existe o risco dos participantes tenderem a ser auto-seletivos, omitindo questões importantes para o todo. Segundo, não é possível dedicar uma atenção especial para uma pessoa específica no grupo. Estes problemas podem ser evitados mediante o emprego de entrevistas individuais e entrevistas com especialistas.

Diante das diferentes vantagens e limitações dos grupos focais e das características da pesquisa pretendida, optou-se nesse projeto pela junção das duas técnicas, dividindo a primeira etapa da pesquisa em duas fases:

  1. Fase I, realizar entrevistas de profundidade com especialistas com o objetivo de conhecer melhor a realidade do campo e levantar questões para os grupos de foco;
  2. Fase II, onde serão realizados grupos de foco com o objetivo de aprofundar as questões de pesquisa incluindo aquelas levantadas pelas entrevistas de profundidade.

Os trabalhos serão iniciados com a realização de seis grupos de foco, com até oito participantes cada um, três somente com locatários e três contendo cinqüenta por cento de locatários e cinqüenta por cento de gerentes das imobiliárias da rede Netimóveis (escolhidos aleatoriamente). Com esse trabalho pretende-se formular as questões básicas e centrais para as entrevistas com os especialistas.

Tanto os integrantes dos grupos de foco quanto os especialistas a serem entrevistados, serão previamente contatados por telefone para agendar as entrevistas e encontros.

Para a realização dos grupos de foco será utilizada uma sala específica para esse fim, a ser locada de uma empresa especializada em pesquisas de mercado.

As entrevistas de profundidade serão realizadas individualmente, pelo próprio pesquisador, seguindo um roteiro pré-estabelecido cujos dados serão registrados manualmente e por meio de gravador (quando autorizado). O período de coleta de dados compreenderá:

  1. Entrevistas de profundidade: aproximadamente um mês;
  2. Grupos de foco: aproximadamente dois meses.

3.3.2 – Etapa II – Abordagem quantitativa

Nessa etapa será realizado um estudo descritivo, de natureza quantitativa, utilizando o método de survey. Por isso, o instrumento de coleta de dados considerado mais adequado foi o questionário, definido como uma

[...] técnica de investigação, composta por um número mais ou menos elevado de questões apresentadas, por escrito, às pessoas, tendo por objetivo o conhecimento de opiniões, crenças, sentimentos, interesses, expectativas, situações vivenciadas, etc. (GIL, 1994, p. 124).

Segundo Malhotra (2001, p.179), “o método survey para obtenção de informações se baseia no interrogatório dos participantes, aos quais se fazem várias perguntas sobre o seu comportamento, intenções, atitudes, percepção, motivações e características demográficas e de estilo de vida”. Ou seja, o método survey constitui-se de um questionário estruturado dado a uma amostra de uma população e destinado a provocar informações especificas dos entrevistados.

A coleta estruturada de dados compreende a utilização de um questionário formal que apresenta questões em uma ordem predeterminada.

Os questionários de survey podem ser apresentados de quatro maneiras principais:

  • Entrevistas telefônicas;
  • Entrevistas pessoais;
  • Entrevistas pelo correio;
  • Entrevistas eletrônicas

Conforme Churchill; Peter (2000), o levantamento survey é o formato mais usual das pesquisas de trabalho, sendo realizado para descobrir crenças e pensamentos das pessoas que estão sendo estudadas. Destacam ainda os autores, que os levantamentos podem ser conduzidos pelo correio, por telefone ou pessoalmente. Ainda nesse sentido destaca Vieira (2002, p. 63): “as pesquisas descritivas compreendem grande número de métodos de coleta de dados os quais compreendem: entrevistas pessoais, entrevistas por telefone, questionários pelo correio, questionários pessoais e observação”.

Cobra (1992) salienta ainda que, dentre os métodos para levantamento de dados, a entrevista pessoal é mais utilizado em pesquisas de marketing.

E ainda segundo Vieira (2002, p. 65): “as formas de coleta de informações mais utilizadas nesse tipo de pesquisa são: a longitudinal (coleta de informações ao longo do tempo) e a transversal (coleta de informações somente uma vez no tempo)”.

O estudo realizado por Perin et. al. (2002) mostra ainda que, dentre os 108 artigos analisados em sua pesquisa, em 105 (07,22%) foram procedidos cortes transversais e em apenas 3 (2,78%) optou-se por uma coleta de informações do tipo longitudinal.

Segundo Souki (2002), os cortes transversais são mais utilizados em pesquisas de marketing devido às seguintes vantagens:

·        Podem ser executados a custos relativamente mais baixos que nos estudos longitudinais, demandando menos esforço do pesquisador e dos respondentes;

·        Agilizam a coleta de dados;

·        Retratam de maneira satisfatória, a realidade de um contexto histórico temporal específico.

 

 

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